![]() |
| Crédito: Divulgação |
Projeto
dos Irmãos Queirolo mostra como a arte circense contribui para formação
cultural, criatividade e novas experiências
Quando
uma criança entra em contato com o circo, ela encontra muito mais do que uma
apresentação artística. Encontra um espaço de imaginação, descoberta,
convivência e criação de memórias. Foi com esse olhar que o projeto “Irmãos
Queirolo - 80 anos de Tradição Circense no Paraná” levou espetáculos gratuitos
para estudantes da rede pública, aproximando novas gerações da arte circense.
A
iniciativa promoveu uma circulação cultural por oito municípios do Paraná, com
23 apresentações e 3
palestras que alcançaram mais de 6.400 crianças e estudantes, além de
professores e comunidades locais. O projeto buscou fortalecer a formação de
plateia e mostrar o circo como uma ferramenta de acesso à cultura e
aprendizado.
Durante
os espetáculos, os estudantes puderam conhecer diferentes linguagens
artísticas, incluindo palhaçaria, malabarismo, mágica e grandes ilusões. Além
da apresentação, a programação também contou com momentos educativos sobre a
história do circo no Brasil e a trajetória da Família Queirolo no Paraná.
Para
Marilene Lopes Queirolo Buch, sócia administrativa da Queirolo e Buch LTDA,
diretora de Produção e chefe de Camarim do projeto, o impacto do circo começa
muito antes do espetáculo terminar. “O circo desperta sentimentos que ficam na
memória. Quando uma criança se encanta com um personagem, uma música ou um
número artístico, ela está vivendo uma experiência cultural que pode acompanhar
sua história por muitos anos.”
Segundo
Paulo Buch Neto, integrante da família, palhaço e diretor de cena do projeto, o
contato com a arte circense contribui para estimular a criatividade e a
imaginação. “O circo convida a criança a imaginar, participar e enxergar novas
possibilidades. É uma linguagem que mistura emoção, humor e criatividade,
criando uma experiência que vai além do palco.” Ele completa que, para a
Família Queirolo, levar o circo para dentro das escolas significa aproximar a
cultura de públicos que muitas vezes têm pouco acesso a apresentações
artísticas presenciais.
Realizado
por meio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE), via
Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Estado do Paraná, e com apoio da
Copel, o projeto reforça o papel da arte como instrumento de transformação,
convivência e construção de novas referências culturais.
Sobre o Circo Irmãos Queirolo
Com mais de um século de história, os Irmãos
Queirolo representam uma das famílias mais tradicionais do circo brasileiro. A
trajetória começou com José Queirolo e Petrona Salas, artistas que uniram
música, teatro e acrobacia, dando origem a uma linhagem de artistas que
percorreu palcos da Europa, Estados Unidos e América Latina antes de consolidar
seu legado no Brasil. Em 1917, a família inaugurou o Circo dos Irmãos Queirolo
no Rio de Janeiro, iniciando uma história marcada pela inovação, talento e dedicação
à arte circense.
Pioneiros em diferentes linguagens, os
Queirolo criaram a Banda do Circo Irmãos Queirolo (que se tornou Jazz Queirolo
e depois Bandinha dos Palhaços), levaram ao público grandes espetáculos de
circo-teatro e foram responsáveis pelo primeiro programa ao vivo da televisão
paranaense, o “Cirquinho Canal 6”. Em Curitiba, construíram uma forte relação
cultural com a cidade, mantendo viva a tradição por meio de apresentações,
projetos educativos e ações sociais. Hoje, a família segue preservando esse
legado por meio da Queirolo e Buch LTDA, mantendo a magia do circo viva para
novas gerações.

